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O futebol é, neste momento, o desporto preferido da generalidade dos Eslovenos, mas estava longe dessa posição até há bem pouco tempo atrás. Essa transformação tão súbita deve-se em grande parte ao talento, empenho e amor à camisola da Selecção Nacional de Futebol da Eslovénia, que tem dado tudo em campo e tornou inevitável que o povo Esloveno se apaixonasse por ela.
O simpático futebolista à esquerda e cuja imagem serve também de link da página "Desporto" para esta é o Trigi, desde 23 de Janeiro de 2002 a mascote do futebol Esloveno. Criado pela NZS em cooperação com a agência de design Arih, o Trigi foi inspirado, tal como o seu nome, num dos maiores símbolos do país: o monte Triglav.
Embora não fosse muito popular, o futebol já está implantado na Eslovénia desde há muito tempo. A Federação Eslovena de Futebol, Nogometna Zveza Slovenije (NZS), foi fundada em 1920, quando a Eslovénia pertencia ao Reino dos Sérvios, Croatas e Eslovenos. Até à data da independência, os bons jogadores Eslovenos jogavam na selecção Jugoslava, como foi o caso do antigo seleccionador nacional, Srecko Katanec, e dos também famosos Marko Elsner (que ganhou, tal como Katanec, a medalha Olímpica de bronze em 1984 pela selecção Jugoslava) e Brane Oblak, actual Seleccionador da Eslovénia, por exemplo. Em Junho de 1991 a NZS desvinculou-se da Federação Jugoslava de Futebol, e em Janeiro de 1992 a Eslovénia apresentou a sua candidatura oficial à FIFA e à UEFA, que foi aceite pouco mais de um mês depois. Rudi Zavrl, o presidente da NZS nessa altura, continua a sê-lo hoje.
[Clubes] [Selecção Nacional] Clubes Também os melhores clubes Eslovenos alinhavam, até 1991, no campeonato Jugoslavo, mas nunca alcançaram muito sucesso. O campeonato de 1990/1991 foi o último a englobar clubes de todas as repúblicas ex-Jugoslavas. No ano seguinte a Eslovénia e a Croácia já organizaram os seus próprios campeonatos nacionais; em 1992/93 foram a Bósnia e a Macedónia a fazê-lo, passando o campeonato Jugoslavo a ser disputado apenas por clubes Sérvios e Montenegrinos. O campeonato Esloveno (Primeira Divisão) é patrocinado pela rede de comunicações móveis SI-Mobil e é por isso chamado de "Liga SI-Mobil". Tem 12 clubes e é disputado em 32 jornadas (todas as equipas jogam entre si em casa e fora e após essas 22 jornadas são divididas em dois grupos: as 6 melhores classificadas e as 6 piores classificadas). A Liga SI-Mobil continua a não ser muito cotada. O campeão nacional é forçado a disputar três pré-eliminatórias de acesso à Liga dos Campeões, enquanto o vencedor da taça e o segundo classificado do campeonato têm que disputar ambas as pré-eliminatórias para participar na Taça UEFA. ![]() Selecção Nacional Constituída por um leque de jogadores extremamente talentosos, a Selecção Eslovena foi protagonista de uma evolução assinalável desde 1991, que tem surpreendido não só os seus próprios adeptos mas também os adeptos de futebol do mundo inteiro. Em 1999, foram a surpresa do Grupo 2 de qualificação para o Euro 2000, terminando na segunda posição, quando todos esperavam que esse lugar fosse ocupado pela selecção Grega. E quando se pensava que isso tinha acontecido por sorte e que a Eslovénia sucumbiria frente à Ucrânia no play-off, eis que sucede aquilo que levou Katanec, o seleccionador esloveno, a afirmar que "Deus existe e torce pela Eslovénia!"! Na memória ficará eternamente o minuto 72 do jogo de Ljubljana. O mago: Acimovic (colorizado de verde na página inicial). A descrição: indescritível. Clique aqui para (re)ver esse momento único de bom futebol, já que qualquer tentativa de descrição sairia certamente frustrada, uma vez que a beleza de um golo assim não conhece palavras. A Eslovénia venceu por 2-1 (Zahovic tinha marcado o primeiro golo), e passados quatro dias um empate (1-1, com golo de Pavlin) no manto branco da Ucrânia carimbava o passaporte para os campos floridos da Holanda e da Bélgica. ![]() A partir desse dia a Eslovénia não mais voltaria a ser a mesma. Estes dois jogos não foram importantes só a nível desportivo, mas também a nível social, pois marcaram (tal como toda a fase de qualificação, mas estes dois encontros em particular) uma grande alteração no quotidiano dos Eslovenos: agora gostavam de futebol. Passaram a comprar camisolas da selecção, a encher os estádios, a "idolatrar" os jogadores. A primeira grande manifestação desta diferença foi registada na madrugada do dia do segundo jogo. No regresso da selecção a Ljubljana, cerca de 3000 pessoas esperavam pelos "heróis" no aeroporto. No ano de 2001, a façanha repetiu-se. Quando toda a gente pensava que a Rússia e a Jugoslávia preencheriam os dois primeiros lugares do Grupo 1, eis que a Eslovénia relega para terceiro a selecção do país do qual comemorava dez anos de independência. E no play-off, embora todos apostassem na Roménia, os resultados foram novamente 2-1 em Ljubljana - também com grandes golos (por Acimovic e Osterc) - e 1-1 na Roménia, com a estreia a marcar de Mladen Rudonja. E a Eslovénia qualificou-se para o seu primeiro Mundial!!!!! Depois do Mundial da Coreia e Japão Srecko Katanec abandonou o cargo de Seleccionador nacional, que passou a ser exercido por Bojan Prasnikar. Depois da desilusão da não-qualificação para o Euro 2004 (a Eslovénia perdeu no play-off contra a Croácia), foi substituído pela lenda do futebol Esloveno Brane Oblak, que renovou a Selecção mas também falhou o objectivo de participação no Mundial 2006.
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