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A Eslovénia é um país verde, repleto de belezas naturais de todo o género: excelentes praias (embora de pequena extensão), florestas, grutas enormes esculpidas pelo tempo, belíssimos campos, rios e lagos pitorescos e magníficas montanhas, vales e desfiladeiros que se enfeitam de branco durante a quase totalidade do ano. É também um país cheio de História e histórias para contar. Cidades simples, mas de uma beleza extraordinária, aldeias pequenas e simpáticas, igrejas, castelos... Ninguém sabe ao certo quantos castelos existem na Eslovénia; fala-se em algumas centenas. Há quem considere que em nenhum outro local do mundo é possível encontrar tanta diversidade (a todos os níveis) num espaço físico tão reduzido. Verdade ou não, esta diversidade contribui para fazer da Eslovénia um país fora de série também no que se refere a atracções turísticas. Por enquanto sem a alegria de conhecer toda a Eslovénia, mas com o privilégio de lá ter passado alguns magníficos dias, socorremo-nos da nossa própria experiência e do relato de quem de direito para apresentar aqui um pequeno sumário dessas atracções... um ponto de partida para a descoberta do arco-íris da Europa. Aquilo que se segue não passa de uma pequeníssima apresentação de alguns pontos de interesse da Eslovénia; no entanto, se quiser saber mais... na parte Links encontrará uma série de hiperligações que lhe serão bastante úteis. [Os Alpes] [As cidades] [A costa e as grutas] Os Alpes A parte noroeste da Eslovénia é constituída por vales, montanhas, desfiladeiros, quedas de água, florestas, nascentes de água límpida... São os Alpes Julianos. Esta é provavelmente a zona mais conhecida e apreciada do país, sobretudo pelos amantes dos desportos de Inverno. ![]() Imponente, destacando-se entre todas as outras montanhas, está o monte Triglav, com os seus três cumes, dos quais o mais alto mede 2864m. "Triglav" significa "três cabeças", e é o nome de um deus Eslavo
omnipotente que, com as suas três cabeças, vigia simultaneamente a terra, o céu e o inferno.. A zona do monte Triglav é protegida, formando o Parque Nacional do Triglav (Triglavski Narodni Park), cuja área de 83807ha inclui uma série de maravilhas da mãe-Natureza: montanhas como Skrlatica (2738m), Mangart (2679m) ou Jalovec (2645m), cascatas (Sovica, Sum e Nadiza são algumas das mais bonitas), flora e fauna raríssimas (destaque para a truta do rio Soca), vales (o de Trenta e o do Soca são os mais importantes), belíssimos lagos... O magnífico lago de Bohinj, por exemplo, é provavelmente o mais famoso dos lagos pertencentes ao Parque Nacional do Triglav.
É no parque que nascem dois dos mais importantes rios da Eslovénia: o Sava e o Soca. O primeiro desagua no Danúbio, passando perto de Ljubljana e por Zagreb; o segundo, que desagua no mar Adriático, está entre os mais límpidos, belos e pitorescos rios da Europa e do Mundo. Ao longo dele foram travadas duras batalhas durante a Primeira Guerra Mundial, que são hoje relembradas num belíssimo museu em Kobarid (considerado o "Museu do Ano" de 1993 pelo Conselho da Europa). Foi sobre o Soca, as batalhas nele
travadas e a sua própria experiência na guerra (foi condutor de ambulâncias no exército Italiano) que Ernest Hemingway escreveu o seu famoso romance "Adeus às Armas" ("A Farewell To Arms").
Outro ponto de interesse do Parque Nacional do Triglav é a cidade de Kranjska Gora, no centro do vale de Zgornjezavska, e a sua "Ajdovska deklica" ("Rapariga Pagã"), uma cara esculpida pela Natureza na parede da montanha. De visita obrigatória é também o triângulo que marca a fronteira entre três países: a Eslovénia, a Áustria e a Itália.
![]() Rodeadas de montanhas que conservam durante todo o ano alguns pontinhos brancos de neve em locais que o Sol não é capaz de alcançar, as águas transparentes do lago de Bled guardam uma pequena ilha, onde nada se encontra para além de uma igreja. Reza a lenda que no século XVI um jovem casal vivia feliz no castelo, até que o marido foi assassinado por ladrões. A jovem viúva juntou então todas as suas jóias e mandou derretê-las, para com elas fazer um sino que seria colocado na igreja da ilha. O sino foi feito, mas quando estava a ser transportado para a ilha abateu-se sobre Bled uma enorme tempestade e o barco que
o levava acabou por afundar-se. Diz-se que ainda hoje, em noites silenciosas, é possível escutar o badalar do sino vindo das profundezas do lago. Inconsolável, a pobre viúva vendeu tudo o que tinha e deixou o dinheiro à igreja, tendo-se refugiado num convento. Quando a viúva morreu, o Papa mandou colocar um sino na igreja da ilha em sua memória. Segundo a crença popular, quem, ao tocar esse sino, pedir um desejo, vê-lo-á realizado graças ao poder do amor da jovem viúva. Qualquer pessoa pode, sem pagar, tocar o Sino dos Desejos na ilha de Bled, até à qual se pode chegar numa "Pletna", uma romântica embarcação típica, ou num simpático barquinho a remos alugado.
![]() As cidades Praças pequenas, casas antigas, gentes simpáticas, quase sempre com um belíssimo castelo que vigia a cidade do alto de uma colina - são assim as cidades Eslovenas: pequenas em tamanho, grandes em história, em património e em alma. Em algumas delas existem prédios e shoppings modernos, respostas às exigências da população de uma cidade cosmopolita, mas combinados de forma harmoniosa com a paisagem envolvente, sem desvirtuar a personalidade da cidade. Museus, galerias de arte, casinos, feiras, cinema, música, teatro, festivais, ruas acolhedoras revelando a sua magia a cada passo de um simples passeio - está tudo lá, para todos os gostos. Poderíamos falar de dezenas e dezenas de cidades, mas, na impossibilidade de o fazer, falaremos especificamente de apenas duas: Ljubljana e Maribor. Além delas, também Celje, Idrija, Kranj (colorizada de amarelo na página inicial), Murska Sobota, Nova Gorica, Novo Mesto, Ptuj, Skofija Loka e muitas outras cidades merecem sem dúvida uma visita e torná-la-ão, com toda a certeza, inesquecível. ![]()
Ljubljana é a capital da Eslovénia, sendo simultaneamente a sua maior cidade, com cerca de 300.000 habitantes. Localizada no centro do país, é uma cidade bonita, acolhedora e cheia de vida. O castelo é, provavelmente, a sua principal atracção; no entanto, outros locais se impõem também como obrigatórios numa visita a Ljubljana, como o Teatro Nacional, a Ponte Tripla, a Ponte do Dragão, o Museu de Arte Moderna, a Ópera ou a Biblioteca Nacional, obra de Joze Plecnik, um arquitecto de renome que marcou indiscutivelmente a cidade de Ljubljana (autor de outro dos principais pontos de interesse da cidade, o mercado coberto). A praça Preseren, onde existe uma estátua do maior poeta Esloveno, autor do hino nacional, também não dispensa visita, bem como a igreja de São João (cuja entrada principal está nessa praça). Essa praça é descrita no livro "Veronika Decide Morrer" do escritor Brasileiro Paulo Coelho. Encantadora é ainda a Catedral de Ljubljana, cujas portas são de uma beleza e originalidade extraordinárias.
![]() ![]() A costa e as grutas
Uma das mais importantes atracções da Eslovénia são as suas magníficas grutas. Existem mais de sete mil (!) grutas no país, entre elas Krizna, cujos lagos de água límpida podem ser atravessados de barco, Skocjanske, um espectacular sistema de grutas declarado Património Mundial pela UNESCO em 1986, e Postojna, o maior e mais conhecido sistema de grutas da Eslovénia.
O sistema de grutas de Postojna atinge 20km de extensão, dos quais apenas 5km estão abertos ao público em geral, e a visita turística inclui até uma "tour" de comboio dentro da própria gruta. Consideradas pelo grande escultor inglês Henry Moore (1898-1986) como "a maior exposição de esculturas feitas pela mãe natureza", as grutas de Postojna são a "casa" do maior animal vertebrado que vive numa gruta: o Proteus anguinus, ou "homem-peixe", que tem este nome devido à ausência de pigmento na sua pele (não precisa dele, já que nunca se expõe ao sol) que faz com que esta seja semelhante à pele humana. O interesse neste "homem-peixe", que pode atingir cerca de 30cm de comprimento e não tem olhos, deu origem a um novo ramo científico, a "espeleobiologia" (entre aspas porque se trata de uma adaptação, feita por nós próprios, para português do termo inglês "speleobiology", uma vez que não encontramos o seu equivalente em português, se é que este existe), que ainda hoje tem o seu "núcleo-duro" na Eslovénia. Digna de registo é ainda a extraordinária sala de concertos existente dentro da gruta de Postojna, com capacidade para 10.000 pessoas. ![]()
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